terça-feira, 28 de abril de 2009

A velha contrabandista

A velhinha contrabandista

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.

Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

- É areia!

Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.

Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com moamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.

Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

- Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

- O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha.

- Juro - respondeu o fiscal.

- É lambreta.

Sérgio Porto - Stanislaw Ponte Preta

7 comentários:

  1. Queridos,
    Após ler o conceito de crônica e estudar seus tipos, respondam justificando: Qual o tipo dessa crônica, A velha contrabandista de Stanislaw Ponte Preta?

    ResponderExcluir
  2. Essa crônica também é humorística,pois,faz graça com o cotidiano.

    ResponderExcluir
  3. Ana paula do 7 ano b disse:"essa cronica da velha contrabandista e humoristica".

    ResponderExcluir
  4. eu açhei muito e interesante principal foi a do A VELHA CONTRABANDISTA PORQUE É MUITO LEGAL
    ass;DANIELE,NADJANE E TAIANE DO 7A

    ResponderExcluir
  5. EU ACHEI A DO HOMEM NU É MUITO LEGAL AGENTE SE ACABA NA RISADA PRINCIPALMENTE EU FIZ QUESTÃO DE LER PESSOALMENTE COM MINHAS COLEGA DE ESCOLA É LA CAIMOS DE 1000.
    EU E A MINHA PROFESSORA GOSTOU MUITO DOS TEXTOS DO HOMEM NU
    ass.NADJANE 10./ ESTUDIOSA DO 7 ANO A

    ResponderExcluir
  6. fodase portugues essa porra naõ presta mermo

    ResponderExcluir
  7. professora de merda vale nada isso e so ocado
    vai te fuder tu e teu portugues...
    tu num e nem de portugal CHPA ENGOLE

    ResponderExcluir


Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
Olá! Sou Ana Clara, gosto de ser chamada de Clara. Sou professora de Língua Portuguesa e redação do Ensino Fundamental II e Médio da rede Estadual e Municipal de Salvador.

Se ligue no balanço das horas