Olá!Este é um BLOG interativo, onde meus alunos exibirão suas produções textuais, pesquisarão, se atualizarão. Espaço esse aberto a todos para crescimento recíproco. Um abraço! Clara Lacerda
domingo, 17 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
A VERDADE DO DIA 13 DE MAIO
Abolição
Um engodo nacional
Nada temos a comemorar nesse 13 de maio. O Dia da assinatura da Lei Áurea, bem como a maioria das nossas datas cívicas, foi introduzido pela elite branca, não celebrando em absoluto nenhuma conquista popular, nenhuma transformação social verdadeira. Serve, principalmente, para a elite branca lembrar- se desse seu ato de "magnanimidade", limpando- se de qualquer responsabilidade direta ou indireta pela situação social dos negros no passado e no presente.
Além de inferiorizá- los, colocando uma mulher branca como sua "redentora" (como se a liberdade não fosse um direito inato a todos os homens), ainda quer incutir nos negros um certo sentimento de gratidão eterna. De "áurea" essa lei não teve nada.
Foi com Zumbi dos Palmares que os negros verdadeiramente conquistaram a liberdade, e não a receberam como esmola de uma Princesa branca. Palmares é o verdadeiro símbolo de liberdade e mudança social. Foi onde os negros tornaram- se senhores de seus destinos e recuperaram a dignidade humana. Mas dentro desse nosso país de preconceito velado, colocar com "negro fujão" como um dos nossos heróis nacionais parece algo impossível, infelizmente....
A escravidão é uma aberração quase tão antiga quanto foram as guerras. De maneira geral, os escravos eram os derrotados nas guerras ou os muito pobres que se vendiam, por contrato, para servir a seus amos por períodos de tempo variáveis. Muitos dos nossos ancestrais europeus , "caucasianos", já devem ter sido escravos e servos. A escravidão era o resultado imediato de um esforço de guerra ou da miséria absoluta, jamais antes havia sido um esforço empresarial de tal porte que transplantou mais de 5 milhões de pessoas de um continente para outro.
Reis, rainhas, príncipes, princesas, os mais bonitos, os mais fortes e mais saudáveis foram arrancados de suas comunidades na África, postos em barcos imundos e trazidos para o Brasil, somente para servir de engrenagem, de combustível, não a um esforço colonizador, mas o que é pior, a um esforço meramente mercantil, que visava somente o lucro e nada mais. A cor da pele justificava esse ato, até mesmo para a Igreja.
Aqui chegando, os que sobreviviam a travessia eram logo separados do seu grupo lingüístico e cultural africano e misturados com outros de tribos diversas para que não se comunicassem, não se reestruturassem dentro da colônia canavieira. Para terem um veículo comum de comunicação foram aprendendo o português dos capatazes e o Brasil, que até então falava português nas rodas da elite e um tupy-português na massa do povo, começou a falar uma única língua. Por ironia, os escravos acabaram "aportuguesando" o falar da massa popular no Brasil, acabaram dando uma língua nacional, uma língua materna e única a todos os brasileiros, pobres e ricos: a língua portuguesa como veículo de comunicação único e nacional.
A crueldade desse sistema inumano culmina no final do século passado. Quando a miséria assola a Europa e nossos antepassados europeus se tornam uma mão de obra mais barata para a elite empresarial nacional do que a manutenção dos escravos. Nesse momento, o único valor que o negro tinha, que era sua força de trabalho, desapareceu e essa mesma elite que havia destruído suas identidades e violentado suas dignidades, precisava agora livrar- se deles.
A Lei Áurea cumpriu esse papel
Os negros já não tinham qualquer vínculo mais forte com a África de seus avós, eram brasileiros, nascidos aqui, criados e treinados para servir de força de trabalho e nada mais. A Lei da Princesa Isabel, a "Redentora", simplesmente retirou dos senhores de escravo qualquer eventual obrigação que tinham para com esse povo. Não veio revestida de nenhum projeto de reintegração desses ex-escravos à malha econômica, nenhum apoio para que pudessem reestruturar suas famílias já na condição de homens livres e cidadãos plenos nesse país. Ficaram ao deus-dará. Foi uma cruel irresponsabilidade... Resultado: expulsos das fazendas e após vagarem pelas estradas foram acabando na periferia das cidades, criando nossas primeiras favelas e vivendo de pequenos e esporádicos trabalhos, normalmente braçais.
Esse ato foi tão funesto, tão avassalador e de envergadura tão ampla que a maioria dos descendentes desses ex-escravos, mais de um século depois, ainda vive em condição muito semelhante: nas periferias, de trabalhos esporádicos e lutando para serem contextualizados com justiça, dignidade e respeito no nosso tecido social.
A escravidão e sua abolição, feita muito mais para os brancos que para os negros em si, formam duas das maiores máculas e injustiças que esse país já foi autor. Nossa dívida, enquanto nação, para com esse povo africano, que se abrasileirou e formou o Brasil é imensurável. Eles, que aqui vieram para ser o combustível consumível e descartável dos engenhos e fazendas, tornaram- se o cimento forte sobre o qual se sustenta o que hoje tão orgulhosamente chamamos de cultura brasileira. Entre a Princesa Isabel e Zumbi dos Palmares, eu sou muito mais Zumbi. E você?
Gilson Bicudo
Professor de Idiomas
E-mail: gb@laser.com.br
13/05/98 - English Lessons
sábado, 2 de maio de 2009
FIQUE LIGADO!
Datas Importantes
01/05 - Dia Mundial do Trabalhador
03/05 - Nascimento do geógrafo Milton Santos, que revolucionou a Geografia, dando-lhe um enfoque humanista
13/05 - Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo
13/05 - Nascimento do escritor pré-modernista Lima Barreto / 1881
13/05 - Dia dos Pretos Velhos
sexta-feira, 1 de maio de 2009
TIANA, A PRINCESA NEGRA DA DISNEY
O filme marca o retorno da Disney aos musicais, com uma trilha sonora de Randy Newman (Oscar em 2002 por "Monstros S.A."), e à animação tradicional.
Tiana é um tipo de princesa diferente. Teve uma infância fácil e não está esperando que chegue alguém e mude sua vida. Tem uma visão e um plano", explicou Rose sobre sua personagem no filme, dirigido por Ron Clements e John Musker.
Na animação, Tiana é uma jovem garçonete e chef talentosa cujo sonho é ser proprietária de um restaurante. Mas sua vida muda ao beijar um sapo e se transformar em rã. Com isso, começa uma viagem para encontrar a cura.
"Trabalhamos de perto com muitos líderes da comunidade negra, de todo o país, para assegurar que estamos fazendo algo de que as famílias afro-americanas se sintam orgulhosas", disse ao jornal "The Washington Post" o diretor criativo dos estúdios Walt Disney, John Lasseter.
Lasseter explicou que foi ideia de Clements e de Musker transformar Tiana em uma princesa negra e ressaltou que ela será uma das heroínas mais "fortes" até o momento da Disney, apesar de a criação do personagem ter nascido com polêmica.
Nos primeiros roteiros elaborados, a princesa se chamava Maddy, abreviatura de Madeleine, e trabalhava como criada de uma família branca, características que alguns relacionaram com o passado e a escravidão.
Inclusive o fato de que seu par no filme, o príncipe Naveen, não ser negro, incomodou em alguns círculos. "Eu não vejo problema", disse Melanie Brown, ex-integrante da banda Spice Girls. "Deveríamos aplaudir as relações inter-raciais e ter uma mentalidade mais aberta", completou.
As princesas da Disney foram o espelho para milhões de meninas e adolescentes desde que, em 1937, a Branca de Neve apareceu pela primeira vez.
Hoje, os estúdios Disney, através da fabricante de brinquedos Mattel, possuem uma linha de desenho, moda e decorações com esses personagens como protagonistas, que deram à companhia lucro de US$ 4 bilhões em escala mundial.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
CAIXINHA MÁGICA
Fabrico uma caixa mágica
para guardar o que não cabe
em nenhum lugar:
a minha sombra
em dias de muito sol,
o amarelo que sobra
do girassol,
um suspiro de beija-flor,
invisíveis lágrimas de amor.
Fabrico a caixa com vento,
palavras e desequilíbrio,
e para fechá-la
com tudo o que leva dentro,
basta uma gota de tempo.
O que é que você quer
esconder na minha caixa?
TRANSFORMAÇÃO
Fabrico uma árvore
com uma simples semente,
terra escura e quieta,
umas gotas de água.
Pouco a pouco,
de lua em lua,
de folha em folha,
enquanto o tempo
desenha arabescos
em meu rosto,
minha árvore se transforma
em poema vivo,
suas letras são flores,
são frutos, são música
Fábrica de poesia, Ed. Scipione, 2008
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
MEL
Na curva da primavera,
no alto da montanha,
abelhas fabricam mel.
zumbem, dançam, rodopiam,
cantam para as flores
o azul do dia.
COMIDA DE SEREIA
O que será que a sereia come
em seu castelo de areia?
Enquanto penteia os cabelos
a panela esquenta na cozinha:
será que a sereia come anêmonas,
ostras, cavalos-marinhos?
Ou delicados peixinhos de olhos
dourados?
Algas marinhas, lulas, sardinhas?
Polvos, mariscos, enguias,
ou será que a sereia come poesia?
É bom ressaltar a diferença entre poema e poesia. Apesar de serem tratadas por muitos como sinônimos, o uso dos dois termos entre os estudiosos apresenta diferenças:
Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade. Sugerir emoções por meio de uma linguagem.1 Poema: obra em verso em que há poesia
O poema destaca-se imediatamente pelo modo como se dispõe na página. Cada verso tem um ritmo específico e ocupa uma linha. O conjunto de versos forma uma estrofe e a rima pode surgir no interior dessa estrofe. A organização do poema em versos pode ser considerada o traço distintivo mais claro entre o poema e a prosa (que é escrita em linhas contínuas, ininterruptas).
1 - Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa. RJ: Nova Fronteira, 1993.
2 - LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986.
Fernando Sabino
O Homem Nu
Fernando Sabino
Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão!
Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.
Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.
Esta é uma das crônicas mais famosas do grande escritor mineiro Fernando Sabino. Extraída do livro de mesmo nome, Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 65.
Agradeço a Cristhiano Rocha Pereira pela lembrança.
Tudo sobre o autor em "Biografias".
A velha contrabandista
A velhinha contrabandista
Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com moamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha.
- Juro - respondeu o fiscal.
- É lambreta.
Sérgio Porto - Stanislaw Ponte Preta
sábado, 25 de abril de 2009
A crônica é um gênero que tem relação com a idéia de tempo e consiste no registro de fatos do cotidiano em linguagem literária, conotativa.
A origem da palavra crônica é grega, vem de chronos (tempo), é por isso que uma das características desse tipo de texto é o caráter contemporâneo.
A crônica pode receber diferentes classificações:
- a lírica, em que o autor relata com nostalgia e sentimentalismo;
- a humorística, em que o autor faz graça com o cotidiano;
- a crônica-ensaio, em que o cronista, ironicamente, tece uma crítica ao que acontece nas relações sociais e de poder;
- a filosófica, reflexão a partir de um fato ou evento;
- e jornalística, que apresenta aspectos particulares de notícias ou fatos, pode ser policial, esportiva, política etc.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola
- Clara Lacerda
- Salvador, Bahia, Brazil
- Olá! Sou Ana Clara, gosto de ser chamada de Clara. Sou professora de Língua Portuguesa e redação do Ensino Fundamental II e Médio da rede Estadual e Municipal de Salvador.